segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

(2013/1428) Fragmentos facebookianos

I.


Você não pode dizer essas coisas publicamente, Osvaldo.
Por quê?
Porque as pessoas ouvem...
E qual o problema...?
Eu vou ter que explicar...
Explica, ora bolas...
Mas você bebeu, é?


II.

Mas o Osvaldo falou ontem que as doutrinas são mito...
É, você ouviu, é?
Sim, eu estava lá...
Hum...
O que ele quis dizer?
Não se preocupe com isso... Ele é um liberal...
Ah... Mas...
O quê?
O que as pessoas dizem depende do que elas são?
Como assim?
As doutrinas são mito porque ele é liberal, ou, independentemente do que ele seja, elas são mito?
Heim...?
Deixa ****, você não quer me explicar. Está é com medo de que eu leve a sério a resposta...


III.

Um batista me diz, cioso das doutrinalidades indiscutíveis e eternas, que salvação não se perde. Eu, de saco cheio de doutrina, que não serve para nada a não ser encher o saco mesmo, provoco-o sobre suicídio. Ele, montado no alazão doutrinário e praticamente acéfalo, me diz que é réu do inferno qualquer um que se mate. Eu, que esperava essa resposta dele - é um teleguiado o sujeito - fiz-lhe saber de batistas e pastores batistas que se mataram. Ele, automaticamente, sem nem pensar e piscar: "nunca foram salvos"...

Dei nota dez para o treinador de cães que o adestrou...


IV.

Palavra do século XIX jogada para debaixo do tapete: alienação. Em todas as áreas, exorciza-se a denúncia...


V.


Quem jogou fora o conceito de alienação, famoso desde o século XIX, jogou porque é alienado e não gosta de se ver nu, ou jogou porque o conceito é equivocado? Eu acho que é a primeira opção, mas sempre se pode estar errado...







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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