terça-feira, 12 de novembro de 2013

(2013/1353) Tanta pressa, e tanto a fazer, ainda


Não tenho problemas pessoais com as ondas novas, as novas frentes, as novidades... Tenho não. Mas acho que há pressa demais em sair das coisas antigas...

Para que minha fala não sirva para qualquer tresloucado, em qualquer contexto, especifico: falo da exegese...

Fala-se da superação do método histórico-crítico (que eu prefiro atualizar na concepção de método histórico-social, como fazia Gottwald e aprendi com Haroldo Reimer). Com a mesma pressa com que se pegaram os livros, se largam os textos, e se correm atrás de novas metodologias, novos óculos, eles dizem...

Eu vejo o povo correr atrás das novidades...

Mas, ficando aqui atrás, vejo o quanto se deixou de fazer, o quando se pensou ter feito, e está errado, mal-feito, mal-acabado, quanta coisa errada, meu Deus!, e tanta pressa para sair correndo daqui...

As Escrituras cristãs ainda estão enterradas - exegeticamente falando. Versões mal traduzidas, comentários mal-feitos. Talvez os bons estejam nas estantes emboloradas dos ultra-especialistas, que nós mortais do terceiro mundo não alcançamos, não chega para nós.

Todavia, em nossas prateleiras, quanta coisa em falta, e, do que se tem, quanta coisa precisando de reforma e correção...

E eu me pergunto: por que tata pressa de sair daqui e correr para novos campos, novas abordagens, se as básicas, as histórico-sociais, estão inacabadas e, quando feitas, mal-acabadas?






OSVALDO LUIZ RIEIRO

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