sábado, 20 de julho de 2013

(2013/757) Um balde de água fria sobre casamento - ou uma ducha para trazer sobriedade a ébrios


Se eu, um "romântico" inveterado e marido castrado acho que o modelo monogâmico-subjetivo-eu-tu dá conta de todos os modos de experiência humana?, é para todos?, qualquer um dá conta dele?

Não.

Não, não, não.

Não há a mínima possibilidade que ele dê certo para todos - até para a maioria, até para um número razoável -, se pensarmos em suas exigências.

Não estou falando de durar. Há casamentos de 30 anos que não resistiriam a uma auditoria: traições sem fim na lista, válvulas de escape para o desequilíbrio entre o papel social e as pulsões da carne...

Não transformarei meu caso em bandeira para ninguém nem nada. É apenas uma idiossincrasia minha e de Bel que os dois consigam isso. Mas, sejamos sérios, isso não é modelo para ninguém. É modelo para quem quer fazer isso, assim, desse jeito, para quem esse jogo deve ser assim só porque eles querem.

Quem tentar jogar esse jogo porque acha que Deus quer, infeliz, vai sofrer...

Quem quiser jogar esse jogo porque o pastor tem conversa mole, infeliz, vai fazer sofrer.

Esse jogo é uma coisa mágica, construída dia a dia, por dois jogadores que querem esse e nenhum outro jogo.

Não tem nada de institucional aí, nada de religião aí, nada de Deus - são duas pessoas que, todos os dias, começam tudo de novo.

Há outros programas, outros modelos, outras formas de as pessoas viverem.

Pode-se, mesmo, inventar...

Invente algo para você, se for o caso.

Não gaste sua vida tentando atualizar modelos para os quais seu corpo e coração não encontram justificativa.

Faça-se realizar.

E encontre quem deve fazer parte disso.

Se é o caso...





OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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