terça-feira, 19 de março de 2013

(2013/278) Mas no mesmo dia? Mas assim a Igreja fecha as portas!...


_ Mas foram sete vez!

_ Perdoa...

_ Não, você não entendeu: não foi uma nem foram duas vezes: foram sete, uma, duas, três, quatro, cinco, seis, sete vezes!

_ Perdoa...

_ Mas não foi em uma década, um ano, um mês, uma semana: foi em um dia, um dia só!

_ Perdoa...

_ Mas, com isso não se acaba com a condenação de vez?

_ Perdoa...

(...)

Você não encontrará isso de perdoar sete vezes ao dia o pecado. É Lucas 17,4. É Evangelho. Mas você não vai encontrar isso em canto algum, igreja alguma. Pelo contrário: excluiu-se. O negócio de perdoar sete vezes no mesmo dia o mesmo irmão é conto da carochinha. Como dezenas de outros versos, está ali só para fazer volume, para ter mil e tantos capítulos e ser um livro grosso - mas quem leva a sério?

Se se trata de castigo, condenação, violência, ah, senhores, mil sermões, oitocentos e noventa e três excomungações e treze mil aleluias...

Igreja se faz assim: com condenação sobre condenação, pecado sobre pecado...

Lucas não entende é nada de igreja, de Evangelho...

Perdão! Sete vezes! Ao mesmo sujeito! No mesmo dia!

Quiá! Quiá! Quiá! Quiá! Quiá!



(...)

Reclamem comigo, não, senhores. Reclamem com Lucas...

E, de qualquer forma, resolvam essa dor de cabeça como todas as outras: digam que é coisa de contexto e pronto...

Só vai ficar feio quando não lembrarem de contexto ao lerem os versículos-pedra com que ferem a cabeça dos outros...



OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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