1. Não há "um" Jesus nos Evangelhos. Há inúmeros. A "memória" é construída em jogos político-religiosos a partir dos interesses de cada comunidade, de cada projeto teológico.
2. No NT, na Teologia, na História da Igreja, Jesus não ultrapassa a condição de massa de modelar: cada corrente faz dele o que quer, mesmo nos textos evangélicos.
3. Há narrativas, pedaços do Evangelho, produzidas aqui: têm essa carga ideológica; há pedaços produzidos ali, têm outra carga. E assim vai.
4. Só há um Jesus que resiste e não se deixa modelar, moldar, arrastar: o histórico - mas é o único que não podemos pegar. Todos os outros, "pegamos": é nosso boneco de ventríloquo.
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
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