sábado, 19 de janeiro de 2013

(2013/039) Não há nova pastoral se a teologia é a velha teologia

1. Eu imagino um líder religioso de cem religiões dizendo isso ("é preciso confiar nas promessas divinas"), cada um para seu fiel - só de pensar nessa cena, é de se tremer. Se cada um deles olhasse para o lado, tremeriam. O que cada um chama de promessas divinas, o outro chama de engano... Ou seja: o único jeito de confiar em promessas divinas é não olhar para o lado, não abrir-se à alteridade, tornar-se presunçoso e fechar os olhos...

2. Eu acho que passou da hora de mudarmos radicalmente nossa pastoral.

3. Sei que é uma crítica pesada à pastoral. Mas a mantenho, com a tranquilidade de quem está em paz. É preciso levar a sério a alteridade - e isso diz respeito diretamente ao conteúdo da fé de cada povo. Não preciso aceitá-los, mas eles devem necessariamente me fazer enxergar definitivamente o caráter do conteúdo de minha própria fé. Se a pastoral não levar isso a sério, não é, de fato, aberta à alteridade.




OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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