quinta-feira, 9 de abril de 2015

(2015/408) Deus dá noz a quem não tem dentes, ou tem, mas não quer mastigar, ou os tem, mas não as nozes...

Quando eu estudei Teologia, há 30 anos atrás, eu não acho que errarei se disser que NENHUM de meus professores era doutor. Não me recordo de nenhum. Acho que nem mestre havia entre eles. Tive bons professores e boas professoras, mas acho que não tinha formação no nível de mestrado e doutorado...

Deixem-me lhes dizer uma coisa: ninguém, absolutamente ninguém passa incólume pelo doutorado. Por pior que seja a pessoa, fazer um doutorado, acreditem, muda, aprofunda. Escrever uma tese, meus amigos, não é uma coisa que você possa fazer sem carne e sangue... A pior tese possível ainda é uma jornada de formação como poucas...

Às vezes, fico observando alguns alunos. 90% dos professores são doutores. Alguns, pós-doutores. Outros, pós-doutorandos. Há mesmo quem tenha dois doutorados... E o aluno não se dá conta da desgraçada sorte que ele tem. É como se estivesse em uma escola de fundo de quintal...

Ah, se a vida me tivesse dado as oportunidades que dá a quem despreza, desconsidera, desdenha...










OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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