domingo, 26 de junho de 2011

(2011/398) Para as aulas de Gestalt - ou "os símbolos são polissêmicos, seu idiota!" (comerciais de Japp, energético em barra)


1. Quem esquece das aulas de Gestast em Filosofia? Aqui vão alguns vídeos que podem ilustrar um pouco a aula - ainda que vídeos um tantinho mais exagerados: teremos de considerar a forma (Gestalt) ampliada, a interpretação geral de uma cena, e não de um contorno apenas.

2. No fundo, quando assisti ao vídeo, que o Jairo me mandou, lembrei de Haroldo e de seu post anterior, onde teve o cuidado de lembrar que os símbolos são polissêmicos. Sim, o são: mas, na vida real, no dia a dia, acionamos cada imagem-símbolo com um significado.

3. No fundo, qualquer coisa pode servir de veículo simbólico e, nesse caso, de veículo simbólico para qualquer sentido que um sujeito humano lho confira. No entanto, o objeto em si não tem qualquer símbolo, fechado ou aberto: quem o apreende como símbolo é que vai significá-lo. Na prática, isso tenderá a ser sempre de modo "fechado", e, acredite-me, você desejará que todos interpretem como você - caso contrário, o risco de dar-se o inusitado do vídeo é grande...

4. Uma serpente pode servir de símbolo para muitos significados - proteção, eternidade, sabedoria, magia... Mas, num grupo em que ela serve de símbolo de eternidade, dificilmente será símbolo de proteção. Símbolos são ambíguos (potencialmente) e unívocos (quando atualizados). E, às vezes, dá nisso aqui, ó:






OSVALDO LUIZ RIBEIRO

Nenhum comentário:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Sobre ombros de gigantes


 

Arquivos de Peroratio