sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

(2015/097) Hegel e a estatização da caridade

Hegel dizia que o sentimento de caridade deveria ser substituído radicalmente pelas estruturas do Estado. O pessoal da teologia e da resistência burguesa quicou: o sentimento de religiosidade é pessoal - ninguém pode me privar do direito de conceder a esmola ao pobre (para isso feito!), bradavam os intelectuais espiritualíssimos...

Concordo com Hegel. O Bolsa-família, por exemplo - Hegel teria orgasmos com isso. Não estaria despejando pela boca as tolices que os reacionários despejam. Diria algo assim: Das ist es!

O sentimento religioso da caridade é pré-institucional e algo narcisista. O necessitado é mais objeto para o exercício da minha experiência de caridade do que outra coisa - uma moeda, e Deus sorri...

A institucionalização da ajuda aos pobres é outra coisa: é a sua introdução positiva na sociedade, é a sociedade assumindo-os como necessitados não de moedas, mas de promoção social.

Assim como a política é, de longe, a saída para o mundo - e não a religião, da mesma forma a institucionalização da ajuda aos pobres e a sua emancipação social é a superação do espírito religioso de caridade.

São, ambas, evoluções sociais.








https://www.facebook.com/osvaldo.l.ribeiro/posts/770860122994560

OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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