sábado, 17 de agosto de 2013

(2013/889) Entregando o ouro ao bandido


Osvaldo quer que a gente abra a cabeça, mas ele não abre a dele...




Deixe-me ajudar você a fazer a crítica correta, está bem?

Eu já estive na posição religiosa-fundamentalista em que você está. No ambiente teológico - e não rodeado de ateus! -, eu fui levado a convencer-me de que tinha que deixar algumas ideias muito óbvias entrarem. Deixei. O efeito é avassalador - bum! -: as paredes de sua cabeça explodem e ela se abre.

Logo, você está errado: eu já abri, e, por isso, saí da posição onde eu estava, posição onde você está, agora.

Você não deveria contra-argumentar comigo do jeito que faz, porque revela ainda mais sua falta de jeito com a coisa. Quando quiser defender-se e, ao mesmo tempo, dar-me uma estocada sutil, diga assim:

a) Osvaldo deveria considerar que abrir a cabeça também pressupõe admitir que deu passos demais, e que deveria dar uns de retorno...

Viu?

Ou assim:

b) Osvaldo faz que abre a cabeça, mas não abre: ele apenas muda as mobílias da sala.

Viu?

Ou assim:

c) Osvaldo faz que abre a cabeça, mas ele administra: no fundo, deveria ter se tornado é um ateu...

Viu?

Não ganharia uma partida com esses lances, todos contornáveis com alguma facilidade, mas, ao menos, não flagraríamos você argumentando sem nenhuma coerência.







OSVALDO LUIZ RIBEIRO

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