Numa folha qualquer Eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas É fácil fazer um castelo... Corro o lápis em torno Da mão e me dou uma luva E se faço chover Com dois riscos Tenho um guarda-chuva... Se um pinguinho de tinta Cai num pedacinho Azul do papel Num instante imagino Uma linda gaivota A voar no céu... Vai voando Contornando a imensa Curva Norte e Sul Vou com ela Viajando Havaí Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela Branco navegando É tanto céu e mar Num beijo azul... Entre as nuvens Vem surgindo um lindo Avião rosa e grená Tudo em volta colorindo Com suas luzes a piscar... Basta imaginar e ele está Partindo, sereno e lindo Se a gente quiser Ele vai pousar... Numa folha qualquer Eu desenho um navio De partida Com alguns bons amigos Bebendo de bem com a vida... De uma América a outra Eu consigo passar num segundo Giro um simples compasso E num círculo eu faço o mundo... Um menino caminha E caminhando chega no muro E ali logo em frente A esperar pela gente O futuro está... E o futuro é uma astronave Que tentamos pilotar Não tem tempo, nem piedade Nem tem hora de chegar Sem pedir licença Muda a nossa vida E depois convida A rir ou chorar... Nessa estrada não nos cabe Conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe Bem ao certo onde vai dar Vamos todos Numa linda passarela De uma aquarela Que um dia enfim Descolorirá...
OSVALDO LUIZ RIBEIRO
Eu só me lembrava de um trechinho desta música, aquele que tocava nos comerciais da Faber Castell no começo de cada ano letivo... Quando ouvi a música completa de novo, já cursando Teologia e refazendo uma série de conceitos, essa última estrofe ganhou um significado todo especial...
ResponderExcluirSim, Iara, a metáfora talvez não funcione para você, mulher, mas você há de adaptá-la a seus hormônios - a Teologia é como sutil fêmea após os arbustos escondida, a piscar, matreira, para o incauto jovem. Ele flerta com ela, e, pronto, está perdido...
ResponderExcluirEita, já me veio à mente uma postagem... termino lá...